velha, talvez com a pouca alegria da desilusão.
corrompida por sonhos que nao se fizeram gente, mas que atormentam como ninguém.
injustiçada num mundo que oferece a muitos o que só poucos poderiam ter.
desesperada ante a inutilidade das suas lágrimas e lamento.
assim, corre Rita
Rita
Eternamente Rita.
Congelada, petrificada, sem capacidade de mudança.
Agarrada as amarras de um gosto de mim como ninguém, dito à porte de um qualquer cemitério que lhe retirou a vida.
Rita!
Num espelho de olhos de outros que a ameaçam todos os dias.
Rita!
A mal amada que insiste em viver para amar,
sábado, 26 de setembro de 2009
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