Quem espero? Espero-te a ti. Só a ti e a tanta gente mais.
Hoje, recolho-me nestas palavras. Nesta vida em que tudo surpreende, este pode bem ter sido um dos piores momentos da minha vida. O desespero assombrou-me como nunca. Pensei na morte, mas receei que o azar se risse de mim e me pregasse partida ainda maior e me deixasse paralítico ou coisa do género, em lugar de me calar a vida.
Virá o dia, em que estas palavras serão tão vãs que nem me lembrarei deste momento ou que me arrependerei de ter pensado atentar contra a vida.
O desespero veio porque fui rejeitado. Dói sempre, mas deixa-me ter a sensação que desta vez foi especial. E foi-o porque mal nos conhecíamos. Disse-me que eu era muito intenso, que não queria algo assim. Enfim, tantas voltas se dá para dizer que não gostamos de alguém.
Sou intenso, porque o sou e porque estou só e mais uma vez vi em ti a fonte de uma tranquilidade que não posso ter.
Ninguém se vê com bons olhos depois de ter sido rejeitado, mas isto veio como a faca que me cortou o último ar. Desde há dois meses, que me encontro numa tristeza destrutiva. Falta de entusiasmo com a minha vida. Enfim, natural ver o salvador na nossa vida em quem nos dá o primeiro sorriso.
Também natural, o sobrecarregarmos e, assim, o ciclo é sempre vicioso.
Enfim, que me enterrem onde queiram. Não mais single and fabulous, just single.
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