segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Depois ele disse-me, perante o meu desabafo: Não podes mendigar amor. 
E eu respondi: Mas ele não sabe que estou a mendigar. A ele, eu digo sempre que senão gostar de mim pode deixar-me. 
Sem comentários.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Num mundo de técnicas, a dor expressa-se em vários sons. A minha solidão tornou-me muito sensível ao vibrar de um telemóvel, por exemplo. Vezes há em que sinto que sinto uma vibração. Mentiras de um cerebro cansado de tanto querer. E então corro, busco um dos dois e logo vejo que estou só. 

Quem espero? Espero-te a ti. Só a ti e a tanta gente mais. 

Hoje, recolho-me nestas palavras. Nesta vida em que tudo surpreende, este pode bem ter sido um dos piores momentos da minha vida. O desespero assombrou-me como nunca. Pensei na morte, mas receei que  o azar se risse de mim e me pregasse partida ainda maior e me deixasse paralítico ou coisa do género, em lugar de me calar a vida. 
Virá o dia, em que estas palavras serão tão vãs que nem me lembrarei deste momento ou que me arrependerei de ter pensado atentar contra a vida.

O desespero veio porque fui rejeitado. Dói sempre, mas deixa-me ter a sensação que desta vez foi especial. E foi-o porque mal nos conhecíamos. Disse-me que eu era muito intenso, que não queria algo assim. Enfim, tantas voltas se dá para dizer que não gostamos de alguém. 
Sou intenso, porque o sou e porque estou só e mais uma vez vi em ti a fonte de uma tranquilidade que não posso ter.
Ninguém se vê com bons olhos depois de ter sido rejeitado, mas isto veio como a faca que me cortou o último ar. Desde há dois meses, que me encontro numa tristeza destrutiva. Falta de entusiasmo com a minha vida. Enfim, natural ver o salvador na nossa vida em quem nos dá o primeiro sorriso. 
Também natural, o sobrecarregarmos e, assim, o ciclo é sempre vicioso. 

Enfim, que me enterrem onde queiram. Não mais single and fabulous, just single. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Houve um projecto. Houve um momento pequeno, que, ainda que tingido de receio, pensei que me tinha apaixonado. Houve o teu silêncio e, claro, eu, muito velho para ter de voltar para casa só a meio da noite, sem ser escortado ao meu carro ou receber um mensagem no regresso. E mais um amor que nao será perfeito. Mais um amor que nao será o meu. 
E haverá sempre uma vida que roda em muitas cores e tudo pode ser diferente amanha. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Terminou.

Terminou. 
Terminou aquele relacionamento pesado e desapaixonado. Foi num destes dias, talvez próximo do dia dos namorados. Não imagino ser o único caso de romper relacionamentos no dia em que estes são supostos receberam um estímulo. 
Inocente a pergunta. Claro que nem por isso deixei de ter flores ou chocolates. Comprei-os eu. 
Curioso é que não me sinto menos só. Sinto-me tão só como sempre estive. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Projecto: apaixonar-me.

Num mundo de tantas pessoas, sorrisos, encontros e surpresas, acordo agora com a necessidade extrema de me apaixonar. 
A minha felicidade não depende só de mim. Não. A felicidade depende de me sentir amado. E mais uma vez, não apenas por mim. Porventura, já ouviste falar de pessoas que te ensinam que te deves amar e bastar a ti mesmo. Falhei esses ensinamentos se é que alguma vez alguém mos deu.
A minha felicidade precisa de um reconhecimento que ultrapassa o do espelho. Precisa do reconhecimento por outra pessoa, mas não uma pessoa qualquer, mas de uma especial, e que o saiba dizer de um modo convincente, e redundante.
Sim, tê-lo-á de o fazer tão evidente, que eu me sinta amado e ame. Este será um truque para a minha tranquilidade de espírito. 

Incrível como esta palavra, que sempre associei à morte, aparece agora no meu léxico de um modo diferente. Cheguei a um ponto, em que não olho para trás e volto-me para a frente sem baixar a cabeça, com o peso dos meus fantasmas.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

No!

There was a time, when I thought that there were no beautiful and interesting people around me and that was the reason for my solitude. 
There was that time, indeed, but that has gone. Now, either because of any change on my perception or awareness or because it is raining and people do improve their outfit during cold days, I can see so many interesting people around me. Yeah! I can say that people are interesting only judging from their external features. Yes, I can do that, as you can, my Dear. Basically we all do that! Some people are able to gather all the features that makes us believe that they are good for us. 

One part of the game is solved this way. But what about the other part? Who thinks I am interesting enough. Judging from the looks I receive when I am in a public space, I'd like to say that most people really notice my presence in a room, but do they like me? Some do, in the same extent we can like unknown people. We think they may be nice, nothing more than that. However, that feeling is not big enough to drive them to approach me. No. That may be enough for them to flirt with me, but not to say "Hi! I am here to make your life a living dream, to make the happiest man on earth." No, that is far away from being enough for that.

So, the second part of the game doesn't seem to be doing their role. What about me?

My Dear, don't judge me wrong. I do my role. I abandon my world so many times, I expose my self so many times, that by this time, I should have been happy and married, if the world was a place where luck was fairly distributed. 

From this, you, my angel, could suggest that I should try even more often, since the frequency of those approaches is obviously  not enough to find the one (assuming that there is anything to change on the quality of those moves.).
NO! No, no and no, my angel! How can I be even easier? No, please! No. The day I become too approachable and approaching anyone, will be the day I'll have to realize how fucking unfair this life is to me. I'll have to realize that I'm not as handsome and irresistible as I think I am, and most of all, I'll have to realize that I not meant to be who I want to be. 

So, let me be not too easy and blame myself for my own unhappiness.