A história e os sonhos ensinaram-nos que os olhos podem amar à primeira vista, mas será que esse amor resulta?
Fiquei frustrado ao perceber que o amor à primeira vista não foge ao processo comum de conhecer outra pessoa. Por momentos, embalado num conto infantil que me falava de príncipes e donzelas que se enamoram e são felizes para sempre numa só página, acreditei que te conhecia todo e que te amava. Talvez não te amasse porque temo como todos os uso dessa palavra, mas estava apaixonado o suficiente para acreditar em ti. Acreditar em nós, a um ponto que, quando estávamos prestes a ter a primeira discórdia, caí! Caí como se cai das nuvens quando se percebe da realidade que nos rodeia.
Amor à primeira vista não nos afasta do processo de conhecer e ser conhecido; de ver as nossas características esmiuçadas e analisadas a um ponto já não estávamos habituados. Mas, assim é.
Assim é, ainda que nos últimos anos, tenha tido a sorte de conhecer os que me amam por inteiro, tenho de uma vez mais, e talvez muito mais exigentemente do que habitual, devido à distância que nos separa, voltar a este processo! Tudo pelo amor!
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