domingo, 2 de novembro de 2008

Quem me prende?

Acho que és tu. Bem, deixa-me dizer que estou certo de que és tu. Poderia dizê-lo, mas depois lembro-me daqueles momentos em que começas a ameaçar fazer uso das asas, e ficou quieto neste meu sentir.

Deve ser natural! Sempre gostei desta expressão: é natural. Automaticamente, sinto-me aliviado, por não carregar nos ombros o peso de estar em caminhos tortuosos e paralelos.
Deve ser natural que ainda não te sinta totalmente como meu.
Deve ser natural que, a cada ponto em que discordamos, trema de medo por desconfiar que não fomos feitos um para outro.

Tudo passa. Desta não gosto tanto, mesmo que se refira a uma acontecimento desagradável. É muito pouco útil, pelo menos antes de ter passado. Depois de ter passado, é obvio que tudo passa e tudo parece coisa tão pequena, mas, na altura, tudo é gigante e parece eterno.
Sim, também há-de passar esta minha estranheza.

3 comentários:

Anónimo disse...

Já eu, toda vez que discordo penso: "acho que fomos feitos um para o outro"...

Amar é somar. Se não traz nada, então é zero, nulo. E isso não faz diferença em somas...

Bjs!

Anónimo disse...

Como é dificil calar o sentimento à ameaça do bater de asas...
Sei bem, também tenho medo das asas.
Bjos

Germano Viana Xavier disse...

Um ser pleno tentando justificar sua vida. O conhecimento quisto como ração diária. Um erro ou um acerto. Aprendendo e querendo sempre...

Somos assim...

Continuemos...