
As minhas pesam-me. Ai! Como me pesam. Descobri a minha primeira ruga digna desse nome faz poucos dias. Uma daquelas que não desaparece com o desfazer da expressão. Sei-o. Um dia, botox (Sim, deixarei o charme das rugas para os outros!); pois então, mas é bem mais do que isso.
A vida passa e deixa marcas, tão fortes como rugas. Coisas que nos prendem a um mundo de relógios e de calendários, aos quais não podemos ser indiferentes. Não posso simplesmente vaguear por este mundo. Há o espaço, mas há também o tempo, que passa e que deixa de o ser, mesmo contra a nossa vontade.
Depois há as rugas dos outros. Essas pesam-me tanto, talvez mais do que as minhas. Pesa-me suportar que os outros de quem gosto envelhecem e não os vejo. Custa antecipar os seu envelhecimento e a sua morte.
Enfim, como tantas outras coisas, temos de aceitar e ponto. Recuso-me, contudo, a aceitar sem uma luta, ainda que inútil. Patético, este desperdício de energia, talvez.
A vida passa e deixa marcas, tão fortes como rugas. Coisas que nos prendem a um mundo de relógios e de calendários, aos quais não podemos ser indiferentes. Não posso simplesmente vaguear por este mundo. Há o espaço, mas há também o tempo, que passa e que deixa de o ser, mesmo contra a nossa vontade.
Depois há as rugas dos outros. Essas pesam-me tanto, talvez mais do que as minhas. Pesa-me suportar que os outros de quem gosto envelhecem e não os vejo. Custa antecipar os seu envelhecimento e a sua morte.
Enfim, como tantas outras coisas, temos de aceitar e ponto. Recuso-me, contudo, a aceitar sem uma luta, ainda que inútil. Patético, este desperdício de energia, talvez.
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