Que as lágrimas se vertam pelo meu rosto, mas que não chore a minha alma.
Habituei-me a perder desde cedo, hoje faço-o com muita facilidade. Arremesso-me, luto, e depois regresso perdedor, pronto para outra luta.
Não que não haja cansaço, que o há e muito, mas não sei fazer outra coisa senão lutar.
Hoje, dei comigo a procurar a música para embalar a tristeza que este coração insiste em carregar.
Vieram as lágrimas. Tão inúteis.
Habituei-me a perder desde cedo, hoje faço-o com muita facilidade. Arremesso-me, luto, e depois regresso perdedor, pronto para outra luta.
Não que não haja cansaço, que o há e muito, mas não sei fazer outra coisa senão lutar.
Hoje, dei comigo a procurar a música para embalar a tristeza que este coração insiste em carregar.
Vieram as lágrimas. Tão inúteis.
(Sempre lhe chamo inúteis, faz parte da minha miopia para os pequenos efeitos. Hão-de ter qualquer efeito, mas receio bem que enquanto fecho os olhos o mundo se me escapa. Parvoíce. Faz também parte desta megalomania que é viver. Convenci-me que a vida é uma coisa muito importante, que a devemos marcar, tentar vencer o tempo e as suas marcas. Há muito que percebi que devo estar errado, mas é daquelas ideias tão enraizadas que não consigo expulsar. Que mundo me haveria de escapar? Estas quatras paredes de branco sujo e pouco mais.)
Se o hábito existe, não diminui o sofrer. Sofrer faz parte do processo e o corpo dá de si, sem qualquer consentimento da alma.
Sem comentários:
Enviar um comentário