
Doem-me os olhos das lágrimas que me saiem.
Inúteis como todas, não sabem elas que o amor não se vence.
Não sabem elas que nunca serás meu.
E choram, choram os meus olhos.
Patéticos como eu só.
Irei fazer o luto, mas resta-me uma esperança pequena, tão pequena como a esmola que mata o pobre.
Queria ouvir da tua boca que não me queres, queria ouvir da tua boca o que este coração não quer perceber.
Ai! Como peno!
Puta que sou e trabalhada, queria poder conquistar-te e ter a manha para te deixar de lado.
Não consigo, ai, se te ouvisse agora dizer-me que me ignoras, faria já o luto.
Sei-o, tão certo que amantes não seremos, mas fazes-me tanta falta sequer como amigo! Fazes-me tanta falta.Que não te consigo apagar!
(ft: sebastião salgado)
4 comentários:
Nossa, não podia ser mais perfeito esse poema!
Vou "emprestá-lo" pra mim!
Tem tanto de mim nessas frases.
Tanto de uma fase minha.
Tanto que até me pergunto se não deveria ter sido eu mesma a escrevê-lo...
Bjs!
Oi...
Cheguei aqui pelo blog da Poetriz.
E fiquei fascinada pelos seus textos... e perplexa em como me identifico com eles.
Principalmente este último...
Mas passei dessa fase, minha luta agora não é pra que hajam respostas... agora é comigo mesma, para não quere-las...
Voltarei sempre!
Bjs
Parabéns ma cheri!
Escreve muito bem ^^
Beijooos
Au revoir =*
Agradeço os comentários. São disproporcionais ao esforço que tenho posto neste blog. Este serve apenas como um desabafo, nada mais.
bjs
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