
Há alturas em que nem me reconheço.
Alturas em que me convenço que mereço mais do que estas migalhas a que me sujeito.
Irónico, se pensar o que lutei por estas migalhinhas...
Mas penso-o baixinho.
Aprendi a pensar baixinho, para o universo não ouvir.
Alturas em que me convenço que mereço mais do que estas migalhas a que me sujeito.
Irónico, se pensar o que lutei por estas migalhinhas...
Mas penso-o baixinho.
Aprendi a pensar baixinho, para o universo não ouvir.
Aprendi que tudo pode ficar sempre pior, mesmo quando estamos dispostos a contentarmo-nos com um copo que, independemente do volume, parece vazio.
Mesmo agora que praguejo contra o mundo, contra este homem que não é nem de perto nem de longe um copo cheio, faço-o aqui, às escondidas de todo, não vá ser ouvido e receber uma rasteira.
Lá me sai uma frase, um lamento, mas depresso mordo a língua
Assim se vive e se contam migalhas até ao dia em que deixarmos de querer estas e querermos outras, já que o pão... esse é só para alguns!
Lá me sai uma frase, um lamento, mas depresso mordo a língua
Assim se vive e se contam migalhas até ao dia em que deixarmos de querer estas e querermos outras, já que o pão... esse é só para alguns!
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