sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Houve mortos, houve feridos e fiquei eu.

Num novo ciclo, e encontrada a tranquilidade, tenho, agora de ainda limpar um resto da casa. O ex-namorado/amigo que, após ser rejeitado pelo seu amor, dizer-me que não me consegue ouvir falar dos meus relacionamentos, porque ainda me ama.
Assim, tão só e simplesmente.
Também aqui estive certo. De facto, ao longo deste tempo, em que foi o meu confidente, quão mal, ainda que escondido na alma, me desejaria a tudo o que me retirava da vida dele? E pensar que isto vem de um homem, que um dia me disse que eu o amava mais do que ele a mim.

Amor ou inveja?
Amor ou posse?


Como poderia eu ficar para reserva? Contava ele que eu ficaria para reserva? Diz-me ele a chorar porque o outro me rejeitou, todos me rejeitam e tu nunca serás meu.
Confrontei-o tantas vezes com a possibilidade de ele não me dever ouvir a falar de relacionamento, negou-o sempre e, passado três meses enquanto ouvinte, diz-me que ainda está apaixonado por mim, quando lhe digo que conheci alguém especial.

Traição, mentira, falsidade.

Sim. Acredito que todos nós podemos muito quando estamos contra a algo.

O outro lado.
Todos nós somos rejeitados e rejeitamos.

2 comentários:

Germano Viana Xavier disse...

Albert Camus já dizia que o homem é assim: não consegue amar sem se amar.

E a consequência é sempre um mistério misterioso.

Um abraço e agora que percebi que estou a falar com uma alma feminil.

Então, ao invés de um abraço forte, mando-te um carinho sincero.

Continuemos...

discursos imperfeitos disse...

Alma feminil... Acho estranho. Deve ser uma infantilidade da minha parte, mas nunca pensei no sexo da minha alma. Se tivera um sexo, seria o do meu corpo.
Abraço