Diz que é um dos gays mais conhecidos da cidade.
Ouvi-o e não disse nada. Ainda lhe perguntei a razão da indiferença. Pensei que ser conhecido fosse algo que te agradasse.
Talvez tenha sido, talvez ainda seja muito importante, mas atingi um estado na minha vida onde o céu poder-se-ia abrir que a minha reacção seria praticamente a mesma.
Acho que falava assim, especialmente porque reconhecia que a sua reacção não lhe era caraterística, nem por perto nem por longe, a resposta que daria num dia habitual. Não referiu o abuso de hipnóticos a que se sujeitava naqueles dias, mas era público que os usava frustradamente para vencer insónia. Mas tudo isto devia ser tomado em conta.
E ainda por cima, as rugas que me queimam a alma.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
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