domingo, 12 de outubro de 2008

assumir o controlo do nada

Ainda te perguntas como fui capaz de te dirigir a palavra mais uma vez.

Assediaste-me durante toda a semana para que passasse a sexta-feira contigo.Chegada sexta-feira, perguntei-te (!) ante o teu silêncio se sempre iríamos estar juntos. Disseste que não ia dar. Não mais ouvi de ti. E agora eu deixo-te uma mensagem: só para dizer olá.
Que merda de pessoa sou eu?
Também eu pensaria assim. Há, de facto, uma parte de mim que me sabe como ainda dependo de ti e que não te quer perder.
Há também uma grande parte de mim, contudo, que desistiu de ti como namorado, mas ainda te quer na sua rede social. Uma parte que toma controlo, se eu quero dizer olá eu digo, indepentemente da tua resposta.

Por que desisti de ti?
Porque não me amas, e eu poderia sobreviver com isso, mas sobretudo porque não me deixaste sequer espaço para me apaixonar.

Tenho a imagem bem presente de como deves ter passado estes últimos dias e na companhia de sabe lá quem e quantos. Não, não é exagero, eu sei que és assim, mas meu anjo, havia uma parte de mim que consideraria que era possível que eu fosse especial, mas hoje perdeu-se.
Perdeu-se, recuei vários passos daquela estaca zero e será difícil recuperar, mas sabes o pior é que tudo isto é só mau para mim, para ti, será menos uma queca e ponto. Eu, sou o único que, às duas horas da manhã, me escrevo num blog. Mas, eu sou assim, patético, achando ter controlo de uma situação que é só minha.

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