Aquela noite foi mesmo marcada de preto profundo. Os olhos cansados não conseguiram vencer a insónia, nem os fantasmas que ela trazia.
Remoía-se como se remóiem os ossos depois de terem visto a morte.
O vazio. Tentava-se convencer de que o vazio já estava presente há muito.
A culpa. A eterna culpa que o perseguia. Poderia ter feito tudo diferente...
E naquela dança, morria cansado o desespero numa estranha tristeza silenciosa.
Fazes-me falta, ainda expirou. Ainda que tivesse dificuldade em perceber o sujeito do verbo, sabia-se só e com um extremo espaço que não podia preencher.
Talvez outros se encontrem em si mesmos, mas não sou feito desse pano.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
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