quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Aguardar


Aguardo por aquele dia, em que me hei-de rir, ainda que a medo, da minha desgraça. A medo, sim, todos temos presente que o tempo pode fazer com que tudo volte ao mesmo e, claro, é sempre possível piorar!
Aguardo o momento, em que a minha vida, preenchida por mim próprio ou por mais alguém, me retire a disponibilidade para sofrer desta maneira.
Acordarei e perceberei que já não sofro por isto, idealmente porque aprendi a viver assim, ou, se, quase sempre solução temporária e tudo vai voltar às voltas de um mundo redondo, tiver na minha vida quem me preencha o vazio.

De qualquer forma, aguardo por esse tempo.
Sei que virá. Como qualquer movimento, também este terá de encontrar o seu equilibrio; também este vai parar num ponto que não me consuma a energia deste modo.
Talvez tenha de ir ainda mais ao fundo, a desgraça ainda seja maior, mas depois, bem sei, há-de chegar o dia em que me esqueço de sofrer.

1 comentário:

Germano Viana Xavier disse...

tempo de sorrir de nossas desgraças, como quis o filósofo alemão que matou deus. a comicida do ato e o não preocupar-se com. solução para as nossas bestialidades...

quiçá eu sonhe isso também...

abraço forte, meu caro.
continuemos...