sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Houve mortos, houve feridos e fiquei eu.

Num novo ciclo, e encontrada a tranquilidade, tenho, agora de ainda limpar um resto da casa. O ex-namorado/amigo que, após ser rejeitado pelo seu amor, dizer-me que não me consegue ouvir falar dos meus relacionamentos, porque ainda me ama.
Assim, tão só e simplesmente.
Também aqui estive certo. De facto, ao longo deste tempo, em que foi o meu confidente, quão mal, ainda que escondido na alma, me desejaria a tudo o que me retirava da vida dele? E pensar que isto vem de um homem, que um dia me disse que eu o amava mais do que ele a mim.

Amor ou inveja?
Amor ou posse?


Como poderia eu ficar para reserva? Contava ele que eu ficaria para reserva? Diz-me ele a chorar porque o outro me rejeitou, todos me rejeitam e tu nunca serás meu.
Confrontei-o tantas vezes com a possibilidade de ele não me dever ouvir a falar de relacionamento, negou-o sempre e, passado três meses enquanto ouvinte, diz-me que ainda está apaixonado por mim, quando lhe digo que conheci alguém especial.

Traição, mentira, falsidade.

Sim. Acredito que todos nós podemos muito quando estamos contra a algo.

O outro lado.
Todos nós somos rejeitados e rejeitamos.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Funeral feito, comece o círculo!

Os pequenos lutos que temos de fazer na nossa vida vivem e existem de um modo autónomo e independente. Não estou a dizer que não possamos ter controlo sobre alguma parte do processo, Há até aspectos práticos que podem ajudar a acelerar o luto. Mas no final a mudança surge, não como algo conseguido a peso, mas com uma extraordinária naturalidade.
Morreu.
Assim, desaparece uma pessoa da nossa vida.
Assim, damos lugar e tempo a tantas outras.
E a vida recomeça.

sábado, 25 de outubro de 2008

Um passo para a cova

Mood: loved.

Enfim, que mais dizer. Acho que hoje, houve mais uma certeza que me fez colocar-te mais longe. A certeza última, nenhuma puta velha como tu ou eu, abre uma mão para deixar fugir um passáro mesmo que não seja o nosso preferido se não tiver bem preso um na outra e talvez a promessa de que mais virão.

Houve sempre uma dúvida terrível, para uma mudança tão drástica, depois de um fim de semana de ausência, estava claro que ele só poderia ter arranjado alguém. Estava, claro. Como poderia ser de outra maneira? Como poderia uma pessoa deixar outra que a queria, e, que , pelo menos em tempos muito recentes, também queria? Como? Não, tinha de haver mais do que isso. Sempre o suspeitei. Hoje lá vi, os corações vermelhos a sairem de um pateta amarelo a comprovarem que estava apaixonado. Por que os procurei? Porque sim.

Hoje, neste penitência que faço antes de me deitar. Sim.

Livra te disto. Diz o meu ex-namorado, com um sorriso nos lábios, agora convertido em confidente, que tem de simultaneamente assumir a posição de rejeitado e de melhor amigo. Como lhe posso pedir que me apoie na conquista de um novo amor, se ainda há pouco ele sofria com a força da nossa separação? Como? Claro que aquele, mesmo que no escuro do seu inconsciente, deve acender mil velas ao diabo para que eu fique solteiro, já que ainda sonha com a nossa reconciliação... Bem o sei, mas, agora que ele diz andar apaixonado por um rapaz, pareceu-me apropriado transformar-me meu confidente. Claro, que até lhe vi o orgasmo nos olhos, quando lhe contei que homem por quem tenho sofrido, tem realmente outro.

Enfim, ao menos que a infelicidade de uns seja a felicidade de outros.

Conclusões.
Hoje, um funeral fez-se mais perto. Deixei de o ter no meu messenger, eliminei-o. Não, não o bloquei. Talvez não seja assim, mas simplesmente, já não quero me importar com o facto de ele estar ou não on line.

A este segundo, decidamente não lhe posso contar nada. Não me perguntem por quê, mas recuso-me a lidar com esta má energia. É o meu único amigo, bem sei, mas não lhe posso contar pormenores, com que ele não tem capacidade de lidar.

Ter muito cuidado com atenção numa só pessoa. Se ao mesmo tempo que o encontrei, tivesse continuado a procurar, hoje teria uma lista de números bem maior, não teria investido tanto, sofrido tanto, e até pode ser que fosse diferente. Amor tem regras. Eis uma: por mais que aches que gostas de uma pessoa e que ela é a ideal, mantém a atenção dividida e não deixes de procurar outras, pelo menos na fase de sedução.

Incrívelmente, não sinto nenhuma alegria em estar certo neste caso. E, pensar que ainda há pouco, me lembrava dele... Puta de vida que me obriga a ter de lidar com tantas frustrações! Será que não faço outra coisa senão luto por aquilo que nem chega a ser?

O que não foi ainda não passou...

Nunca te disse, como poderia? Estava muito preocupado em tentar sequer chegar ao teu mundo. Sim, e se to dissesse? Pior seria. Pior seria, sim, porque pessoas como tu fogem da felicidade palpável para se refugiarem na beleza rápida de um menino bonito. Engraçado, dito isto, como me sinto igual a ti...
Não. Não somos iguais. As circunstâncias não são as mesmas, e isso faz toda a diferença. Eu tenho a disponibilidade enorme para amar.
Nunca to disse, mas ficaria contigo por muito tempo, iria fazer o esforço maior para sermos os dois. Claro, não seria para sempre ou até talvez fosse.
Porventura, já o saberias. Lembro-me de te aproximares de mim, depois de uma semana difícil, dizendo que tudo iria ser diferente porque precisavas de alguém que te protegesse. Claro que eu seria esse alguém, sempre o soubeste.

Hoje vi-te. Não, não te vi a ti, meu anjo, vi um igual a ti. Não os faltam. E sabes?Correu-me uma lágrima, porque eu teria ficado contigo. Eu ter-te-ia apoiado, como apoiaria aquele. Desceria do meu pedestal, e ceder-te-ia também o meu holofote, sei tão bem como gostas das luzes, tanto como eu.
Podia não ser por toda a minha vida, mas seria por algum tempo.

Enfim... ainda penso no que não foi.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Young whores do know some things as well!

When I was advising this young one to call his lover to tell him he was waiting for him. Look at his answer:
Things will happen when they happen, I am not a pushy guy.

Oh! I'm schocked! If you wait, it's because you can wait! That's the difference. It's not knowledge... After all, I am still an old whore! And if it wasn't for my solitude, I would think even wiser. (I am not sure if I would do things wiser, though.)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Aguardar


Aguardo por aquele dia, em que me hei-de rir, ainda que a medo, da minha desgraça. A medo, sim, todos temos presente que o tempo pode fazer com que tudo volte ao mesmo e, claro, é sempre possível piorar!
Aguardo o momento, em que a minha vida, preenchida por mim próprio ou por mais alguém, me retire a disponibilidade para sofrer desta maneira.
Acordarei e perceberei que já não sofro por isto, idealmente porque aprendi a viver assim, ou, se, quase sempre solução temporária e tudo vai voltar às voltas de um mundo redondo, tiver na minha vida quem me preencha o vazio.

De qualquer forma, aguardo por esse tempo.
Sei que virá. Como qualquer movimento, também este terá de encontrar o seu equilibrio; também este vai parar num ponto que não me consuma a energia deste modo.
Talvez tenha de ir ainda mais ao fundo, a desgraça ainda seja maior, mas depois, bem sei, há-de chegar o dia em que me esqueço de sofrer.

Bloqueio (2)

Sem quaisquer cartas para jogar, como dormir em paz? Como conseguir adormecer neste mundo nada meu? Como pode o meu corpo repousar numa cama que lhe lembra o desespero do vazio? Como?

Bloqueio (1)

Não sei se é por toda esta coisa de ver o sexo e a cidade como se fosse uma novela. Não sei se é pelo meu estado de sempre, mas sinto-me tão só! E, pior, tão inúteis todas minhas tentativas para reverter esta situação. É impossível que tudo me esteja a acontecer deste modo.

Todas as pessoas que conheço e que tento prender no meu messenger, como forma de manter um qualquer contacto, simplesmente me fogem. Acho que me devem bloquear. Até já tentei bloqueá-las também, para que pensei que estou sempre off line e não tenha, pelo menos o gosto de me ver online à espera de um olá. Mas nem isso sou capaz de fazer.

Vou ao café desesperadamente, onde estudo, à espera de conhecer seja lá quem for e nada!

Olho-me no espelho e vejo tudo o que eu queria noutra pessoa e acho impossível que esteja neste ponto, a passar a maioria das minhas horas só.

Enfim, não tenho a capacidade de compreensão, de todo, e espero por um horóscopo que me diga: o Saturno e o Júpiter estiveram a bloquear-te e agora a lua deu dois pulos e a tua vida vai mudar. Porque já ultrapassei as minhas capacidades de gerir esta situação de modo racional e consciente.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A vida é sempre circular? Não sei, mas bem pode ser. Sim, hoje dei comigo a envolver-me num mesmo jogo. Um jogo de sempre. Dar-me em demasia. Sou o elemento comum a estes jogos, há que aceitá-lo e devo ser a raiz dessa circularidade. Mas, por que escolho as pessoas erradas? Queres mesmo saber? Porque as certas não me querem, percebes?
É tão fácil não se envolver nas relações erradas, quando estamos acompanhados. Mesmo que haja uma tendência para o fazer, esquecemo-nos rapidamente, porque não temos lugar na nossa vida.
A solidão é má conselheira, impele-nos a tudo o que sabemos de antemão estar errado. Dá-nos tempo e espaço para nos martirizarmos por causa do amor. E porque sofrer parece ser o caminho, ja o fazemos com a impressão de estarmos no bom caminho.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Here's my sign!

Here I am looking at the stars, what else should I look at?

Maybe if you get on a plane and fly off somewhere you’ll be able to find a nice, new piece of happiness, and get away from the gnawing, nagging issues that are hanging over your head. At least you wouldn’t have o be right there where all your “friends” know what’s going on. You have to regain some power and control over your life, although in reality it’s not completely possible right now.

MONTH

Over the past couple of year you’ve learned how to negotiate and not make so many unreasonable demands on people whose cooperation you need. If you haven’t learned that, this month will be a drag, because sometimes you have to deal with confrontations and yield to the wishes of others. Like now
http://www.michaellutin.com/nextweekreview.html#aries

Let's face it: some guys do have all the luck and some don't!




Mas, meu anjo, se não nascemos como o rabinho para a lua, temos de nos esforçar mais. E é tudo.

O mundo e a vida não se compadecem com queixumes, com a tristeza, com palavras certas que conseguem descrever o estado de espirito. Não se compadecem porque sofres com desencontros de amor, não se compadecem porque sofres e ponto. Que bom seria, mas não.

Se começasse tudo de novo, com a bagagem que tenho hoje, mudaria tudo e provavelmente nada, porque muito da vida não depende só de mim. Duas pernas sós não andam. Se eu amar muito, não é o mesmo que amar e ser amado. Pronto, que isso me tire alguma da responsabilidade, mas tenho de facto esforçar-me mais. Costumo dizer que se a minha se gerisse pela lei de probabilidades, já devia estar casado e com filhos, tal é a forma como estou recorrente a apostar, mas... e depois? Tenho de esforçar-me mais ainda.

Ah! É uma grande sobrecarga! Pois é. Para alguns de nós, é preciso fazer uma maratona para receber o que uns recebem gratuitamente estando parados.
Esta é a vida, e bem que poderia já estar habituado, mas ainda dou comigo a sentir o meu coração agitado porque o dia não me trouxe nada. Mais uma vez um corpo que não me obedece, até quando?
pic nan goldin

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

That's me!

When I was in college I knew every single person of my year class (around 125) and many more of different years. And I used to smile, to laugh, to say a joke to everyone, but by the end most people would say that I was very reserved and didn't give myself to them.

I always choose just a few people, who, I think, can accept me completely as I am and can like me in the same passionate way as I love them.
In this process of finding this particular type of friends, I can actually find many people who are not to that. No one is obligated to like other people, and that's a fact. As it is that everyone is allowed to have his own opinion.

I do not blame you for anything.

I really do miss you in my life more than you can imagine, not because of your body or of your sexual interest, but because you have been assuming an important role as a friend. (more important than you can actually handle and therefore your honest reaction).

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Aquela noite foi mesmo marcada de preto profundo. Os olhos cansados não conseguiram vencer a insónia, nem os fantasmas que ela trazia.
Remoía-se como se remóiem os ossos depois de terem visto a morte.

O vazio. Tentava-se convencer de que o vazio já estava presente há muito.
A culpa. A eterna culpa que o perseguia. Poderia ter feito tudo diferente...

E naquela dança, morria cansado o desespero numa estranha tristeza silenciosa.

Fazes-me falta, ainda expirou. Ainda que tivesse dificuldade em perceber o sujeito do verbo, sabia-se só e com um extremo espaço que não podia preencher.

Talvez outros se encontrem em si mesmos, mas não sou feito desse pano.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Funeral


O meu corpo queixou-se muito, muito mesmo. Chegara a altura de agir.

Quando aquele ser me disse a enormidade de coisas, como eu estar apaixonado por ele e que eu era muito pushy, por incrível que parece pouco disse. Lembro-me de ter dito, mas quem está a falar de amor, estamos a falar de interesse. Mas, de resto, limitei-me: Ok! You're right!


Isto seria completamente suficiente se estivessemos a lidar com iguais. Depressa perceberia que 'you're right', mais não era mais do que 'you're not worth a good explanation'. Mas, não. Ele ficou provavelmente muito grato porque as suas teorias estariam correctas.


Independente da interpretação, não quis eu, puta que sou, falar no calor da discussão. Fiquei ferido. Tinha, tal como ele, muitas opiniões que o poderiam ferir de igual modo, ou até um pouco mais, mas não as usei, porque, parece-me não muito aceitável um dar a sua opinião gratuita sobre outro, muito menos no calor de uma discussão.


Mas o meu corpo pediu-me mais. Falou-me de um desgosto terrível que o espelho não conseguia aceitar. Como pode alguém assumir que eu estou apaixonado por ele? Como? Com que presunção? E depois, falar de pushiness? Quem mais que ele, que até me assediou insistentemente, contando por várias vezes que se masturbava a pensar em mim, é pushy?


Assim, o meu corpo pediu, assim o fiz.

Just FYI: I've been thinking about what you have told and: fist, I am quite sad about it (isto é minha putice, a gente tem de ser dar um nó quando dá um ponto, mas o corpo pedia mais...) second, I think it was at least unfair, ridiculous, presumptuous and very cruel. That's all.


Cruel and Unfair: para dar aquela ideia de que eu tinha sido injustiçada. Há que ser puta, até num funeral, estilo puta ofendida.

Ridiculous and presumptuous: intencionalmente ofensivo.


Ele ainda respondeu: What did I say that has affected you this much?


Por esta altura, pensei não lhe vou responder, até porque já tinha desinstalado o yahoo messenger, com o qual me comunicava com ele. Engraçado que o fiz, sem me lembrar que ao desinstalar perderia todo o registo do nosso chat. Melhor assim!

Depois, pensei, se calhar este é dos que odeia que não lhe respondam às mensagens, mas o que é que eu respondia? Gostava de ser ainda mais ofensivo, o meu corpo pedia-o, mas estava tão cansado. Apenas disse: You know pretty well what you have said and how outrageous it was.


Pronto, reconheço que não foi a melhor das respostas, agora ocorrem-me uma bem melhores, mas está feito o funeral. Faltou só mesmo apagar o número da minha agenda e as mensagens do meu telemóvel and that's definitely all. Claro que sei que não é assim. Ainda estarei preso a ele e ao telemóvel por mais algum tempo, mas tudo voltará ao início.


Quando o fiz, estava lá um rapaz a micar-me tão mais o meu estilo, deve ser Deus a mostrar-me que o processo recontinua!


(Pic Nan Goldin)
Não me deixes dormir sem ti.
Olhou para os lençóis e escreveu: que acabe nesta cama todo o meu desespero. Depois tentou cerrar os olhos. Tentou a ajuda do comprimido, mas nem assim aqueles olhos injectados se renderam ao sono.
Seria mais uma noite de insónia num corpo que agia mais uma vez sem o seu consentimento.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

as palavras

Que as lágrimas se vertam pelo meu rosto, mas que não chore a minha alma.

Habituei-me a perder desde cedo, hoje faço-o com muita facilidade. Arremesso-me, luto, e depois regresso perdedor, pronto para outra luta.
Não que não haja cansaço, que o há e muito, mas não sei fazer outra coisa senão lutar.

Hoje, dei comigo a procurar a música para embalar a tristeza que este coração insiste em carregar.
Vieram as lágrimas. Tão inúteis.
(Sempre lhe chamo inúteis, faz parte da minha miopia para os pequenos efeitos. Hão-de ter qualquer efeito, mas receio bem que enquanto fecho os olhos o mundo se me escapa. Parvoíce. Faz também parte desta megalomania que é viver. Convenci-me que a vida é uma coisa muito importante, que a devemos marcar, tentar vencer o tempo e as suas marcas. Há muito que percebi que devo estar errado, mas é daquelas ideias tão enraizadas que não consigo expulsar. Que mundo me haveria de escapar? Estas quatras paredes de branco sujo e pouco mais.)
Se o hábito existe, não diminui o sofrer. Sofrer faz parte do processo e o corpo dá de si, sem qualquer consentimento da alma.

índios da meia praia.



Enquanto as palavras não chegam, choram por mim as canções.

Ana!

E depois

Que te sirva de lição
Que te sirva de lição que o amor tem regras
Que te sirva de lição que te deves colocar em primeiro lugar

Que te sirva de lição a ti
Não a mim

Eu continuarei a entregar-me como um louco
A deixar-me um espaço vazio para qualquer um

Eu continuarei a cair
A recriminar-me e arrepender-me por erros que não são meus

Eu continuarei neste caldo
Até quando? Até à idade da minha morte, está claro!

Pushy



O amor tem regras. Sim, todos os sabemos (ver post on Love has rules.) Por qualquer razão nunca as segui.
Como em tudo na vida, achei sempre que poderia ser original e não seguir nenhumas regras, senão as da minha loucura.
Já há cerca de um mês que andava aqui a pairar um abutre (ver vários posts posteriores) que ora não me dizia nada, ora me dizia como queria ter sexo comigo.
Chegou-me a dizer uma coisa engraçadíssima quando o confrontei pelo facto de ele me ignorar: não digas que te ignoro, porque eu quero fazer amor ou ter sexo contigo.

Mas, sabes, a gente é puta e vê tudo.
Mas, puta também tem coração, mesmo as velhas. E, às vezes, a gente lá se tenta enganar, ou pelo menos esticar a corda até ao ponto em que temos mesmo de abrir os olhos. Foi o que fiz, e claro em todo este processo, com a esperança sempre presente que houvesse uma reviravolta e ele até gostasse de mim.
Sim, as putas também são patéticas, quando é o nosso coração que está em jogo.
Mas eu percebi-a e continuava a perceber, aqueles recuos, aqueles avanços.
A puta mesmo puta, ou melhor a puta com outras alternativas: primeiro, deixá-lo-ia mitigar um pouco e nunca a um estado de coisas tão dramáticas. A puta que já tem homem deixá-lo-ia de conserva.
Mas a solidão mata toda a putice que a gente possa ter. Inibe-a. Porque tal como numa pirâmide de motivações, a solidão gera motivaçõe bem mais primárias do que as das artes e manhas de ser-se puta.

Hoje, finalmente, confrontei-o quando ele começou a fazer mais um avanço e um recúo. E foi hoje que acabou.. Não foi num dia lindo em que me levantei decidido a isso.

Disse-me coisas e que coisas, coisas que me embaraçam mesmo se as escrever. Primeiro ainda disse que claro que estava interessado em mim e por isso é que falavamos todos os dias. Mas, já cansado destes jogos, disse: só quero que me digas que não estás interessados para que possa avançar.
Ele argumentou, contra-argumentou que eu estava apaixonado por ele, que o amava e daí todo aquele discurso. E disse-me: sim estive interessado, mas tu és muito pushy!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Mas que é aquilo?

Ele não olhou para trás, nunca. Uma lady é sempre uma lady. Caminhava com a altivez que lhe era devida: uma diva.
Saco grande e de cor supreendente naquele buraco, calças aprumadas, um camisa engomada e um cardigan. Cabelo esplendorasamente cortado, que se agitava coordenadamente o seu andar, que, em cada passo, dava o sinal claro ao mundo, de que o lugar daquele era bem mais alto do que o chão.

Mas que é aquilo? Aquilo? Aquilo é um dos gays mais conhecidos. Dizem que vai todos os meses a Paris, Londres e a Nova Iorque. Vai fazer compras de roupa, mas deve ter muitos amores perdidos. Todos os meses? Todos. Ninguém sabe como tem dinheiro para tal, mas gasta muito em manter aquela atitude. Tem 35 anos, já fez botox, colagénio e abdominoplastia. Tudo a que tem direito.
Diz que são os homens que lhe pagam tudo. Tem de facto três homens com quem se relaciona. Dois são super modelos e um é fotografo. Não são namorados, são amigos intímos, mas muito generosos por sinal. Mas, diz quem sabe que ele é qualquer coisa em todos os aspectos, incluindo como bom amigo.

O certo é que ele diz sempre solteiro. O dono do bar noutro dia tentou-lhe apresentar aquele actor que vem aqui. Ele olhou para os dois, sem sequer mover a face e disse: Não estou interessado. Sabe, dirigido para o do bar, deixe os assuntos de cama, para quem faz uso dela.

Ninguém lhe ousou responder, aquela diva!

domingo, 12 de outubro de 2008


revolto-me porque lhe sinto o cheiro
o cheiro de tantos outros
revolto-me porque percebo que fui trocado
sem uma palavra minha
revolto-me por uma disponibilidade extrema
que só eu tenho

revolto-me numas quatro paredes
cansadas desta rotina
revolto-me num corpo
sedento de amor
revolto-me no vazio
da minha alma

revolto-me numa revolta
tão só minha

assumir o controlo do nada

Ainda te perguntas como fui capaz de te dirigir a palavra mais uma vez.

Assediaste-me durante toda a semana para que passasse a sexta-feira contigo.Chegada sexta-feira, perguntei-te (!) ante o teu silêncio se sempre iríamos estar juntos. Disseste que não ia dar. Não mais ouvi de ti. E agora eu deixo-te uma mensagem: só para dizer olá.
Que merda de pessoa sou eu?
Também eu pensaria assim. Há, de facto, uma parte de mim que me sabe como ainda dependo de ti e que não te quer perder.
Há também uma grande parte de mim, contudo, que desistiu de ti como namorado, mas ainda te quer na sua rede social. Uma parte que toma controlo, se eu quero dizer olá eu digo, indepentemente da tua resposta.

Por que desisti de ti?
Porque não me amas, e eu poderia sobreviver com isso, mas sobretudo porque não me deixaste sequer espaço para me apaixonar.

Tenho a imagem bem presente de como deves ter passado estes últimos dias e na companhia de sabe lá quem e quantos. Não, não é exagero, eu sei que és assim, mas meu anjo, havia uma parte de mim que consideraria que era possível que eu fosse especial, mas hoje perdeu-se.
Perdeu-se, recuei vários passos daquela estaca zero e será difícil recuperar, mas sabes o pior é que tudo isto é só mau para mim, para ti, será menos uma queca e ponto. Eu, sou o único que, às duas horas da manhã, me escrevo num blog. Mas, eu sou assim, patético, achando ter controlo de uma situação que é só minha.

sábado, 11 de outubro de 2008

There's always something there to remind me.



How can I forget you if you were the woman of my life?

Diva procura homem!




Diz que quer um homem mais velho, velho o suficiente para o amar incondicionalmente, o suficiente para lhe dar aquele conforto de que o ama a ele e a mais ninguém. Falou-me de 45 anos, como limite.


De preferência, que lhe pague as contas, que por aqueles dias vão se acumulando.


Ah! Que não queira sexo. Chegou-me a dizer que tem aversão a pêlos púbicos brancos. Ainda me ri, suponho que aos 45 anos isso não deve ser ainda um problema.


Que tenha um corpo razoável, para desgraças tem o espelho.


Por último pediu-me que acendesse uma vela ao meu santo, para que tal acontecesse.


Perguntei-lhe pelo outro. Diz que o outro perdeu o encanto. Perdeu o encanto? Sim, perdeu o encanto no momento em que percebi que nunca me iria amar do jeito que quero.


Tentei obter mais sumo, mas aquela laranja secou, repetiu o mesmo: precisava de um homem mais velho, que lhe pagasse as contas. Quando repetiu o pormenor da cor dos pêlos, foi a gargalhada geral naquele café. Ele era assim, na alegria ou na tristeza, uma diva!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

should i give up?

pão ou apenas migalhas?


Há alturas em que nem me reconheço.
Alturas em que me convenço que mereço mais do que estas migalhas a que me sujeito.
Irónico, se pensar o que lutei por estas migalhinhas...

Mas penso-o baixinho.
Aprendi a pensar baixinho, para o universo não ouvir.
Aprendi que tudo pode ficar sempre pior, mesmo quando estamos dispostos a contentarmo-nos com um copo que, independemente do volume, parece vazio.
Mesmo agora que praguejo contra o mundo, contra este homem que não é nem de perto nem de longe um copo cheio, faço-o aqui, às escondidas de todo, não vá ser ouvido e receber uma rasteira.
Lá me sai uma frase, um lamento, mas depresso mordo a língua

Assim se vive e se contam migalhas até ao dia em que deixarmos de querer estas e querermos outras, já que o pão... esse é só para alguns!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008


And you'll never read them.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Naquela Praça


Foi naquela praça que aprendi a amar, nessa mesma onde ouves o pregão da sardinheira.
Ai, como achei graça aos meus olhos e aos teus...
Como me ri, quando soube que te tinha...

Foi naquela praça que aprendi que um corpo pode vencer o outro.
Que se pode usar o azul de uns olhos para se ter.
Aprendi a prender-me e a dar-me também
Aprendi a querer-te e a depender do teu chão para viver.

E então caí! Naquela praça e não noutra qualquer

É tão fácil cair quando estamos convencidos de que sabemos tudo, e é tão grande a queda.
Sabes, hoje ainda caio.
Não é coisa que deixes de fazer, mesmo quando as rugas já te deviam ensinar cautela.
As rugas dão-te outras coisas.
Dão-te um levantar imediato, impensado, reflexo: levantas-te e já nem sabes por quê.
E quando menos esperas, já estás na luta outra vez, como um destino inexorável de quem nasceu para isto.

Irónico, talvez, mas foi naquela praça e não noutra qualquer!

Fotografia: Chema Madoz

sábado, 4 de outubro de 2008

Preciso tanto de ti!


Doem-me os olhos das lágrimas que me saiem.
Inúteis como todas, não sabem elas que o amor não se vence.
Não sabem elas que nunca serás meu.
E choram, choram os meus olhos.
Patéticos como eu só.

Irei fazer o luto, mas resta-me uma esperança pequena, tão pequena como a esmola que mata o pobre.
Queria ouvir da tua boca que não me queres, queria ouvir da tua boca o que este coração não quer perceber.
Ai! Como peno!
Puta que sou e trabalhada, queria poder conquistar-te e ter a manha para te deixar de lado.
Não consigo, ai, se te ouvisse agora dizer-me que me ignoras, faria já o luto.
Sei-o, tão certo que amantes não seremos, mas fazes-me tanta falta sequer como amigo! Fazes-me tanta falta.Que não te consigo apagar!

(ft: sebastião salgado)

Incorregível

Talvez outros tenha nascido com a beleza exacta e a certeza dela, a ponto de se saberem onde colocar neste mundo.
Talvez os outros conheçam regras múltiplas que lhe construam um viver mais fácil.
Talvez, eles, mas eu não.

Eu sou patético, sou só e infeliz.
Estou disponível, deixo-te um espaço enorme na minha vida e quero tanto que sejas tu a preenche-lo.
Este sentir, que ultrapassa um orgulho próprio, uma esperança qualquer. Este amar, quando sei não ser amado.
Eu sou um nada, um desses seres ocos que vagueia no mundo e que espera a morte para deixar de sentir.

Pode ser só meu este problema, posso ser a causa e por nunca ter a razão, mas, meu amor, nem por isso me dói menos. Esta alma que me mói, e que me impele para este teclado como para o teu corpo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ceder

FYI: I am not angry with you, Dear. I am just trying to follow the rules.
Lol u r so strange! There are NO rules solli
I didn't mean those rules, dear.
Then what rules?
I just meant that I haven't chatted with you, not because I am angry with you, but because I just want to chat with you when you want the same. ok?
But who said I didn't wanna chat with u?
A little green bird told me
What do u mean when u say " when I want the same"
to chat with me, dear
Ah ok
my dear, you're too smart to understand it, but I'll explain for the sake of clarity. I've noticed that at least sometimes you are not in the mood to chat with me.That's perfect reasonable. But I do not want to be boring or inconvenient in someone's life.
I think u think too much- sometimes I'm just busy writing emails or working at home etc.
ok
I'm sure u r just as busy sometimes too- it doesn't mean that I'm ignoring or not in the mood
those times, you can simply say that you're busy. That's easier for me to understand.
Ok I will next time.
Dear, we both are very smart to know how things work. And I will hate myself if I am a boring person to anyone.
Ur not boring. And yes we know how things work.
We all have people we must evade from, block in messenger in our lifes, but I simply refuse to be one of these pp.
Ur not that type to me
I hope so.
Ok mr. Now I'm busy. I'm gonna finish up. Ttyl!
message received

Talvez não seja desta que eu consiga ser a parte dura numa relação e veja alguém dobrar-se por um erro. Não sou assim, simplesmente. Prefiro ceder, nem que seja para o arrumar numa gaveta. Achas mesmo que ele iria falar se eu não lhe dissesse nada? Naive!

Love is a war with strict rules.


We might well face it. A war with strict rules.
Very naive people could deny the existence of rules, or even believe that they can actually conquer their counterpart without having to follow those rules.
Very naive people, for sure.
But everyone can be that naive, especially when we convince ourselves that we are in a special position, that we have a particular love and attraction that makes all those rules completely useless or , worse, makes us believe that we can overcome them!
Can you be even more naive than that? Of course not!
NO! Love has rules, as most as all human behavior. That's how world works. I am truly sorry if you are not prepared for that, dear, but you must face it and get prepared. Otherwise, you will depend on luck. And you know what the song says: some guys have all the luck, some...
Dear, unless you are a very lucky one, one of those annoying people who can do whatever they want and they still get the love of their life waiting for them, you should actually be very preocuppied with those rules.
Listen to the old whores, we can be a mess with our personal life, but we know the rules, darling; as matter of fact, we know them very well, well enough to be stupid enough to try to overcome them!
But honey this is not easy. Don't expect that rules are universal. That is the reason you have to listen to the old whores. The rules change. Although you can point some common rules, you'll need to know the rules for each person, and that's the big issue and that's when you have to listen to us.
Just to say that I got your messages! So what?
Sim, recebeu as minhas mensagens e agora?
Tens de pensar o que realmente queres? Um homem que te acalme nestas angústias, mesmo que não lhe pareçam nada mais do que caprihos de solteiro. Ou contentas-te com este 'eu vi as tuas mensagens'?
Deves encarar como 'eu mereço melhor', claro. Mas, my little, não é garantia de que melhor apareça.

Sei do teu medo de o perder, sei-o bem, mas é infundado. Neste momento, muito pouco há entre vocês, assim não corres esses risco. Deixa andar, mostra-te como tu és. Não podes transformar-te num simples menino só para o agradar, tens os teus caprichos e fazem parte de ti; mereces quem os aceite e lhe responda correctamente. Por outro lado, as pessoas tem limitações muito próprias, que só o tempo e nem este muitas vezes consegue ultrapassar. Este sofrego raciocinio tem de parar em qualquer parte, contudo, não necessariamente no meio, mas no teu ponto de equilíbrio, que tu próprio vais saber bem qual é.

Como combinámos, manteve-se ligado aquele pateta amarelo com um sorriso entendiante. INfelizmente, nada mais houve a dizer.

As lágrimas não correram, era cedo demais. Há ainda esperança de uma reviravolta.

A vida é circular não haja dúvida. Lembro-me tão bem das vezes que já passei por isto. É esta extrema disponibilidade para amar, sobretudo a pessoa errada que me condena.

Hoje, sei-o, reconheço esta predisposição para o desequilibrio, para ser sempre eu a telfonar mais, a mandar mais mensagens, a querer estar mais vezes, enfim... Sei-o ~tão bem! E sei o que significa: a falta de amor da outra parte. Não que tudo na vida tenha de ser 50/50, mas há desequilíbrios para os quais não estou preparado e não vão bem comigo.

Assim, corta-se o mal nesta raiz.

Se ele não disser mais nada, terei de apagar o messenger, até porque não o quero privar de usar aquela merdinha amarela. Claro que ele pode-me sempre bloquear se quiser, mas também não quero isso para mim.

Acabou. Grito-o aos sete ventos, e só eu e Deus o sabemos como não o queria.

Deixei-lha aquela mensagem no messenger e agora nem sequer posso esperar nada.

Tomei um dos meus preferidos para adormecer, porque antevejo que esta noite seja dificil. De resto, nada a esperar. sei que vou saltar para o mail mal acorde, que vou abrir o messenger na esperança que me diga algo, mas também sei que não vai haver.

Acabou. Morro de pena, mas é assim. Não nasci para amizades ou relações mais fortes. Choro por saber que ele não é ideal para mim, choro-o, mas sempre o soube.

Dentro de uns dias elimarei o messenger do meu computador. Grandes problemas, grandes remédios. Entretanto, vou me manter como me manteria se se tratasse de uma outra pessoa qualquer. Como não deve haver qualquer resposta, até porque sou um problemático e quem quereria envolver-se comigo, retirarei aquela opção.

Não te contei que ele estava offline do messenger e online num chat? Como posso submeter-me a esta situação. Não quer falar, não fale. Mas a ideia de alguém a evadir-se de mim assim, foi demais. Demais! Não quero isso para mim. Fico com o nada habitual e tenho de fazer mais um luto. Velhas tradições

Full Stop!


Dear
The messenger automatically signs in and as I see you, I say Hi, as I do with all other friends. But most of the times I feel as I was invading your life, trying to chat when you don't want, and so on... I imagine you cursing me, trying to evade or whatever!


I like you. I am pretty comfortable with the fact that we are (only) friends, even though you're a good kisser (lol).

As you may have the opportunity to see in the future, I am very good as a friend. You can always count on me. But even as your friend, I cannot submit myself to this unbalanced situation. It is awful for me, and I am sure it is not very good for you either.

I will refrain from start chatting with you. We will chat only when it is convenient for both. If don't chat before, have nice vacation, Dear.

And Full Stop, back to point zero.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

as you cared



As you cared!
Como assim? Não sabes que te amo e que me preocupo contigo, e adoro falar contigo.
Enfim, a resposta nunca veio assim, mas não me surpreendeu, mas custou como sempre.
Como custa sempre saber que não somos amados.
Como custa saber que o nosso grito não teve nenhum eco.
..........................
Ai, meu Deus, voltasse eu a viver e faria tudo diferente...
Ai, meu Deus, tu sabes que não.
Nasci para isto, e não para mais.


Estava naquele café, fui olhado por pelo menos quatro homens, e nada, nenhum me aproximou, nada!
Olhares, nada mais.
Sei que a socieadade é difícil, mas definho-me nesta vida.
Cada ruga faz-me lembrar uma vida que passa e não vou voltar a ter.
...............

Tenho sede tão grande de ser feliz. Tão grande. Tão grande, meu Deus, que às vezes de explodir em loucura por ver neste desespero tão só.



Let's face it: falta de sexo!

Impensável, falta de respeito falar nisso, tudo o que queiras, mas a falta de sexo sente-se! Sente-se claramente e não é só naquelas caras enfadonhas e tristonhas, cujas as rugas faciais já se encarregaram de tornar cronicamente expressa essa falha.
Estamos a falar de mim, por exemplo. De mim, que hoje, viu um gajo minimamente giro, miquei-o. Sentei-me ao lado dele durante uma palestra e apercebi-me que eu estava deliberadamente a tentar tocar o meu joelho na perna dele.
Let's face it: falta de sexo! Tão só e simplesmente, falta de sexo, que também se sente em gente que caminha madura e altiva.
Não sei se o pateta o percebeu, houve uma altura em que me pareceu que também ele afastou as pernas deles para tocar nas minhas. O certo é que se levantou mesmo antes do fim.
Mas, este não é o meu ponto. O meu ponto é o circular e redundante pensamento que me falta sexo. Que dou comigo a abraçar-me, a encostar a cabeça à parede, que sou tão comum como os mortais neste aspecto e não estava nada à espera disso, mas já lá vão dois meses, o que é algum tempo.

Lamentamos

Lamentamos, mas o amor não se compadece com o teu grande querer. Mesmo que seja enorme, é de um só e a vida quer-se par, entendes? Não há lugar para regras de médias aritméticas. Esqueça-se!
O amor não se divide, nunca.
Se amas muito, que te saiba bem! Agora não me venhas com essa de que devia valer por dois? Onde já se viu? Como tudo na vida, habitua-te!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Diz que é um dos gays mais conhecidos da cidade.
Ouvi-o e não disse nada. Ainda lhe perguntei a razão da indiferença. Pensei que ser conhecido fosse algo que te agradasse.
Talvez tenha sido, talvez ainda seja muito importante, mas atingi um estado na minha vida onde o céu poder-se-ia abrir que a minha reacção seria praticamente a mesma.

Acho que falava assim, especialmente porque reconhecia que a sua reacção não lhe era caraterística, nem por perto nem por longe, a resposta que daria num dia habitual. Não referiu o abuso de hipnóticos a que se sujeitava naqueles dias, mas era público que os usava frustradamente para vencer insónia. Mas tudo isto devia ser tomado em conta.
E ainda por cima, as rugas que me queimam a alma.