segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sou tão parvo...

E esse reconhecimento que me vai afastar de ti, pouco a pouco. Este reconhecimento de que me dou desequilibradamente a ti, que me vai pouco a pouco fazer -te um luto.
Tenho pena, porque, para mim a história seria sempre mais simples, haveria dois que se tornariam um, enquanto durasse esse amor.
Num pensamento circular como o meu, não há grandes nem pequenos amores, as pessoas ultrapassam barreiras muito rapidamente, salta-se para a cama, vive-se junto, com a rapidez apressada por uma extrema disponibilidade para amar, por um vazio que me carrego e que paradoxalmente me pesa na alma.
Assim sou, eu, talvez pequeno e sem importância nenhuma, ou até igual a tantos outros pois então, com esta extrema apetência por qualquer coisa...
Assim, me dou, me retraio, me contraio com a dor da rejeição. Assim me destruo, me reconstruo e me canso. Espero que este cansaço e a desilusão me dêm a paz que preciso, me calem um coração patético que insiste em bater.

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