segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Meia hora, mas dou-te todo o meu tempo...

Não me deixe só!



Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz...(2x)

Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor...


Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz...

Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor...

Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem...


Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa
Sou macumbeira
Eu sou de paz
Eu sou do bem, mas...

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz...(2x)

Fique mais,
Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem...

Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa
Sou macumbeira
Eu sou de paz
Eu sou do bem, mas...

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz...(2x)

Sou tão parvo...

E esse reconhecimento que me vai afastar de ti, pouco a pouco. Este reconhecimento de que me dou desequilibradamente a ti, que me vai pouco a pouco fazer -te um luto.
Tenho pena, porque, para mim a história seria sempre mais simples, haveria dois que se tornariam um, enquanto durasse esse amor.
Num pensamento circular como o meu, não há grandes nem pequenos amores, as pessoas ultrapassam barreiras muito rapidamente, salta-se para a cama, vive-se junto, com a rapidez apressada por uma extrema disponibilidade para amar, por um vazio que me carrego e que paradoxalmente me pesa na alma.
Assim sou, eu, talvez pequeno e sem importância nenhuma, ou até igual a tantos outros pois então, com esta extrema apetência por qualquer coisa...
Assim, me dou, me retraio, me contraio com a dor da rejeição. Assim me destruo, me reconstruo e me canso. Espero que este cansaço e a desilusão me dêm a paz que preciso, me calem um coração patético que insiste em bater.

domingo, 28 de setembro de 2008

As lágrimas que não lhe conseguiam lavar a alma!

Apercebi-me de que também chora, e, como chora. Neste processo de aproximação, vi-lhe tantas vezes aqueles olhos húmidos. Um dia perguntei-lhe: Por que choras? Às vezes, olho para ti e era capaz de jurar que estiveste a chorar.

Tentou rebater-se apenas pelo tempo suficiente que uma pessoa com as exigências sociais dele, o faz. Depois, contou-me muito, claro que não tudo. O que não terás tu para contar?

Falou-me de desencontro com amores. Hoje, ainda falava do mesmo de outro dia. E assim continuaria até esquecê-lo. Esteve a falar com ele num messenger, perdeu tempo? Perdeu, mas perderia muito mais. Assim, era o modo de ele agir. Depois, o outro disse que ia tomar banho e se ia deitar, mentira fácil, mas que doeu tanto e desplotou mais uma processo de auto flagelação.
Recriminava-se pelas piadas estúpidas que fez sobre o excesso de experiência do outro. Recriminava-se por tudo. Numa dor extenuante, mesmo para quem não estava a sofrer directamente.

Será que alguém tem a percepção de como se pode sofrer tanto? E se tiver? Há algo que se possa fazer? Ou se ama, ou não se ama. Ou se tem disponibilidade para amar ou não. Nada se pode improvisar neste campo, se o queremos sincero. Resta-me sofrer.

E como o fazia! Esperava por um tempo, por forças para suportar a solidão resignadamente.

Perfeito Celibato, assim Deus me ajude!

Ouvi-o pedir ao Senhor que o não deixasse apaixonar-se mais. Ouvi-o, como sempre atento.

Ai, como me dói o coração! Só queria que o Senhor me desse a paz para me sentir bem só, e assim ficaria. Não mais procuras, não mais tentativas de agarrar o impossível, não mais nada, só eu e eu, num perfeito celibato.
Me desse Ele forças, e esperaria pela minha morte desse modo, sem mais pensar na paridade.

Talvez não fosse fácil, já que és tão admirado. Como poderias manter todos os que te olham afastados?

Conheces outro modo? Por acaso vê-los atirarem-se a mim. Sou Tieta, sou estátua que todos admiram e ninguém leva para casa. Será fácil demais até! Deus me dê forças que me resigno com a minha vida, enquanto a tiver.

Já não tinha forças para amar, o coração estava preso nesses vícios que nascem com a idade e só morrem com o fim, ele poderia ter tudo, mas o cansaço derrubava agora a diva.
Talvez, amanhã seja diferente. Há sempre essa possibildade, meu amor!Que Deus te ajude.

Fucking life, but you have to live it!

And the games have begun.
My lord, you can't immagine how awful I can feel if I start to feel it.
I have done it, against all the rules, rules that I know and I would have probably written if I was born on those times.
This can be even more painful, especially if I do some analysis and realize that as matter of fact my mistake doesn't justify by itself this emptiness.
I went to see you, and your photos, your happiness, your friends, your world, all the things I've never had or I will have.
I could live ages and by the end, I would have the feeling that my life is a crap. That's me, and that's my life. I miss you even before you miss me. I miss you, when I would want to miss myself.

sábado, 27 de setembro de 2008

Give and take! Play by the rules, please!

my Dear, se tu visses o que eu vi.
Sai com ele, um pouco insatisfeito, desejei vezes sem conta não ter ido.
Depois, veio um beijo, depois outros e depois nada.
Quis dar corda para ele estaria interessado em mim. Nada. Para o sexo, senti-o. Para o resto nada.
E, pior, eu não soube jogar. Pergunto-me se terei conseguido salvar alguma coisa... Let's face it! Depois de ter dito que preferia sermos amigos, porque eu acabaria por me magoar, acho que não há nada que possa fazer.
Considero a corda dada, mas foi demais. Talvez o consiga emendar, puta que sou, mas terei a paciência, porque vai demorar tanto tempo.
Oh! Fuck! here I am depressed again.
we should always play by the rules, that's why they exist!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Estava a entrar naquele café, feita boa, XL-bag, óculos de sol retirados mesmo à porta, para os pobres aperceberem que tinha chegado alguém merecedor de olhares. Meu Anjo, aquilo era gente pobre e pobre. Sentei-me num canto, para ver a aragem. Nisto, está um rapaz tão bonito a olhar para mim, e, de repente, dirige-se a mim:
Bons olhos te vejam.
Eu, de puta, e a ti: há quanto tempo não te via. Se calhar desde toda a minha vida, porque não me lembrava mesmo.
Nisto, olha fixamente:
Tu lembras-te de mim? Já te vi quatro vezes. E descreveu-mas. Sempre disse que aquele supermercado era melhor que um bar. Mas duvido que te lembres de mim. Não és desse género.
Aí, fiquei ofendida! Desse género, que género?
Desculpa, má expressão. Deve-o ter dito em imediata resposta aos meus olhos zangados. Quero dizer que deves ser admirado a toda a hora e não te lembrarias de uma pessoa como eu.
Eu? Aí, tive de manter o ar de boa! Se tivessemos falado com certeza que me lembrava de ti. Era um pão, como não me lembraria, ainda por cima com a fome com que ando!
Apresentamo-nos, sentou-se e falou de mais. O peixe morre sempre pela boca.

Estranha forma de vida!




Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

Amália Rodrigues

Saberia bem

Gosta do modo que me ouves.
Como te oiço?
Sim, pareces dar uma importância grande. Estar com uma pessoa triste é tão maçador, mas tu sabes-lhe dar a um tom de quem até está interessado.
Um ar de quem está interessado? Tu tens claramente um problema de auto-estima, ou de ligação a este mundo. Tu és o rapaz mais bonito que alguma vez vi, e não estou a falar apenas de um corpo, estou a falar do teu estilo, da tua forma de faze. Estar triste para ti é um mero acidente de percurso. Eu sei e tu sabe-lo. Neste processo, estarei ao teu lado, enquanto tu o quiseres. Tão parvinho.
Obrigado.

Beleza frustrada!

Contou-me tudo. Cansada, mas com força para ser ouvida. Era tão estranho ouvir a diva assim caída, humana, como todos os que a admiram.
Tinha-se esgotado em inúmeros planos para ser amada. Hoje, estava frustada.
Primeiro, entregava-se a beleza. Cristina não vais levar a mal, mas beleza é fundamental. Oportuna.
A beleza que eu acho que não tenho, sei lá! se calhar preciso de encontrar nos outros aquilo que nunca vi em mim.
Ou, talvez o veja, e queira mais do que eu.
É incrível pensar se todos vemos o mesmo. Se todos me vêm como eu sou, ou acredito ser...
Sim, a beleza foi e é a minha paixão. Ao encontrá-la, redimo-me e, pior, espero que se redima também a meus pés. Este é o meu erro, se cada um que tivesse achado bonito, me achasse a mim também, e se completasse o processo, neste momento era a Samantha do sex and city, ou talvez pior.
É viver nessa frustração que me custa, é viver que me custa...
Ouvi-a como me ouvi a mim tantas vezes, ah!, se tu soubesses... a vida é tão estranha. Temos de sair de nós próprios tantas vezes e nem mesmo assim conseguimos garantir qualquer sucesso.

Parar

Tenho de parar.
Contou-me como tinha de parar. Que investia como um doido em ter uma relação estável, mas agora tinha de desitir.
Sabes, tinha conhecido um rapaz, sim, há muito se sabia da sua bissexualidade, não houve espanto, quando ele lhe falou de um rapaz. Não era bonito. Ao dizer isso, parou. Parou ao notar que sempre cometia o mesmo erro, que quaquer merda para ele já era bom.
Acho que devo querer compensar nos outros qualquer falta de amor próprio, para mim teriam de ser mais que perfeitos, lindo de morrer. Tenho estes complexos, quero-o tanto, mas, depois... Depois, falou-me da eterna disponibilidade que tem para amar, como se sente só, tão só, tão desumanamente só, não porque faltam as pessoas, mas porque lhe faltam aquelas pessoas que faziam o seu mundo.
Voltou ao rapaz. Não era bonito, pois, mas era tão sofisticado como queria e estaria disposto a tê-lo na sua vida. E, sabes o que me custou, aquele pateta, que é uma plena puta e que ja deve ter fodido com a cidade inteira, provavelmente nem me quer! E isto dói-me. Apetecia-me, estivesse nos meus tempos aureos conquistá-lo para depois o deitar fora, porque é que o merece. Mas é um gasto de energia enorme.
Vou para a cama e penso, nas concessões que teria de fazer para andar com aquele pateta, e estou disposto a isso. Imagino-me a usar dez perservativos, porque valha-me Deus! Mas, que me adianta este tipo de raciocínio? Nada depende de mim.
Prossegui. Falou do seu cansaço. Eram realmente olheiras amargas aquelas. Enconta a tua cabeça e pára de pensar nisso. Se este é um pateta deixo-o ser. Haverá muito mais do que isto na tua vida, por mais convencido que possas estar neste momento. Faz parte do processo de sofrimento, essa falta de perspectiva, mas depressa recuperarás um sentido certo da vida.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ouve-me a tristeza.
E ele ouvi-ma. Olhos atentos e sorriso lindo, compreendeu-me como ninguém.
Estremeceu quando lhe disse que sofria, como se ma sentisse.
Agarrou-me nas minhas mãos. Recusou ouvir que eram cansadas. E disse-me: és lindo, como ninguém e mereces tudo do melhor, mas tu sabes que o mundo nem sempre nos oferece o que merecemos.
Cresci com a vontade de amar um mundo e meio, e ser amado por todos os mundos e mais alguns. Hoje agito-me num blog, onde me refugio, deste mundo de vidro cheio dos meus sonhos realizados no corpo de outros.
Imperfeito o discurso que foge da realidade.